Conta apenas 34 anos de idade e iniciou a sua vida de empresário aos 21 anos.
Jorge Isidro é natural da Urra – Portalegre, mas viveu recentemente em Setúbal, logo após o cumprimento do serviço militar, que concluiu no seu primeiro negócio.
Encontrámo-lo há dias no seu escritório, centro nevrálgico das várias empresas que possui.
Na Zona Industrial, num grande edifício recente, junto ao Centro de Formação Profissional, centraliza várias das suas atividades e gere também os seus negócios. Ali funciona o atelier da loja de construção civil com a Disintconstrução civil, com a Disint/Conforto, passando pelos móveis, com o Lampião Móveis, passando ainda pela área dos produtos naturais com o IsoDecor – Atelier de Concepção, Isolagre – Mediação Imobiliária e loja/distribuição de Comércio de Produtos Naturais.
Para além disso, a loja de distribuição de produtos naturais está em fase de instalação em vários outros locais, com destaque para o Centro de Saúde da cidade de Portalegre.
Ainda com o Forte, e como resultado da enorme experiência de vida, lançou recentemente um linha de distribuição de produtos.
Respondendo a uma questão nossa, sobre o que o motiva a desenvolver estas iniciativas, refere que “é o desafio de conseguir fazer melhor, mesmo naquelas áreas que já existem desde há muitos anos.”
Partiu de Setúbal para Portalegre 7 anos depois de iniciada a vida empresarial em Setúbal, porque entendeu que “por cá há qualidade de vida”.
E talvez também por causa das origens, apesar de aqui, como reconhece e com razão, se deparar por vezes com problemas que noutros locais se notam menos.
“É a burocracia, por exemplo. Isso é só o começo do que aprendi e abracei”, refere Jorge Isidro, destacando que um dos segredos está mesmo em “não deixar passar ideias por concretizar.”
Mais ainda: “Às vezes não é preciso dinheiro, mas sim vontade e algum espírito de sacrifício.”
E o jovem empresário portalegrense está decidido a não parar. Já está em andamento um novo projeto, que visa exatamente a criação de uma nova unidade de restauração, na mesma zona industrial onde já detém o grupo de empresas.
Competirá-lhe organizar as empresas, admitir o pessoal e os projetos, dentro de um nível bem funcionado de forma objetiva.
Todavia as funções não são muitas – pouco mais do que as judiciais, como concessão de construção civil, organização do espaço e serviços de montagem, etc.
Confessa-nos que tem “sempre em vários projetos em carteira”, mas todos passam por ser “ideias pensadas, apesar das dificuldades” e “de que as coisas andam.”
Em Portalegre, comparativamente a outros locais, “há menos espírito de iniciativa e de criação”, considera Jorge Isidro, o qual afirma que “é difícil encontrar quem aceite arriscar, mesmo com ideias, seja em que área for.”
Segundo ele, “muitas das ideias que se ouvem por aí, são apenas palavras sem ação.”
Diz ainda: “O que falta é gente com espírito empreendedor e vontade.”
Por isso esta parte do mercado é dominada maioritariamente por cadeias de distribuição e alguns investimentos maiores que escapam à maioria dos jovens empresários.
Mais ainda, considera que o modelo e o formato, se tivessem sido localizados noutro local da Zona Industrial, já que tal obrigaria também a que as pessoas se deslocassem mais para aquela zona.
Para este empresário é indiscutível a “criação de novos incentivos para a fixação de empresas na Zona Industrial.”
Da sua experiência pessoal não tem dúvidas de que “ser empresário” é coisa que lhe corre no sangue, pois já fez isso várias vezes – até ao fim – e muitas mais vezes ainda o fará.
A reconstrução civil e a organização de casas nas mais diversas áreas do lar são uma das áreas preferidas de Jorge Isidro.
A maioria das pessoas “gosta mais do negócio do que da profissão” – e isso nota-se, segundo o próprio, pois “muitas pessoas não se preocupam em trabalhar e sim apenas em ganhar dinheiro.”
Também considera que “o trabalho, o gosto pelo risco e pelo investimento são valores que Portalegre, um pouco como todo o país, tem vindo a perder.”
Jorge Isidro considera essa situação “interessante e importante” face à necessidade das empresas do tecido da cidade para a Zona Industrial.
E mais, considera que teria sido, sob vários aspetos, importante que o modelo e o formato se tivessem localizado na Zona Industrial, já que tal obrigaria também a que as pessoas se deslocassem mais para aquela área.
Da sua experiência pessoal, não tem dúvidas de que “ser empresário” é coisa que lhe corre no sangue, pois já fez isso muitas vezes – até ao fim – e ainda mais vezes o fará no futuro.
A reconstrução civil e a organização das casas nas mais diversas áreas do lar são uma das áreas preferidas de Jorge Isidro.
A maioria das pessoas “gosta mais do negócio do que da profissão”, afirma, pois “muitas pessoas não se preocupam em trabalhar e sim apenas em ganhar dinheiro.”
Novo restaurante vai ser uma realidade
No rés do chão do edifício onde está instalado o Lampião Móveis, na Avenida Francisco Fino, na Zona Industrial, vai nascer um novo restaurante, de apoio às empresas, que criará cerca de uma dezena de postos de trabalho.
Jorge Isidro, o empresário responsável pelo investimento, tem já o projeto aprovado.
Face ao espaço disponível, vai ainda nascer uma pastelaria, sendo possível a realização de reuniões de trabalho.
A unidade será, tal como prevista no projeto, criada de raiz com cozinha industrial e com um projeto de instalação aprovado.
Segundo Jorge Isidro, este investimento visa também colmatar a falta de espaços de alimentação naquela zona da cidade, muito utilizada pelas empresas e onde atualmente se nota uma escassez de meios de qualidade no setor.